domingo, 7 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Imaginem...
Imaginem, se estiverem a fim disso, uma praia paradisíaca. Imaginem palmeiras altas, guarda-sóis de palha, onde por baixo estão deitados numa cama de 2 metros. Imaginem também uma água cristalina e quentinha, e a areia fina e branca que se intromete pelos pés. Juntem-lhe um sol que obriga os corpos a despirem-se e uma bebida fresca na mão.
Fui numa praia dessas que passei a última semana, e que foi… muito sinceramente… mais ou menos.
Muitas pessoas estarão a gritar (em estilo de peixeira): “Jasus, homem! Que mais tu queres?!”. Bem… a coisa que falta na fantasia linhas acima: a companhia certa. Teriam sido as férias mais espectaculares da minha vida, não fosse estarem os meus pais e irmão comigo. Por muito que eu tente apreciar, acabo sempre pró me lembrar do que deixo em casa: um futuro relacionamento (mais info nisto mais tarde), os amigos, as cusquices, os serões passados no computador… atrevo-me a dizer: o prazer de estar sozinho.
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| all alone in a tiny piece of heaven... meh (photo by yours truly) |
quarta-feira, 13 de julho de 2011
I Hate Vacation...
Em tempos de outrora, eu fui um puto que adorava ir de férias. Passar os verões inteiros na praia, não ter de fazer nenhum, comer tudo o que queria, passar os dias a brincar… é pena já não ser assim.
Crescido e já diferente, para mim o termo: “Férias” ganhou outro significado, deixou de ser a mesma coisa. Agora vejo-o como um desperdício de tempo, um frete que sou obrigado a fazer, ano após ano.
O mesmo Alvor em que passo os verões já há vinte anos, deixou de me seduzir, já não sinto a vontade de explorar o que há de novo, nem conhecer os velhotes da vila, e muito menos fazer praia numa água que (juro) está cada vez mais fria.
Acho impensável que os meus avós e o meu pai tenham cá passado tanto tempo e insistem em querer vir todos os anos… suponho que seja tradição ou algo do género (coisas que opto por não entender). É incrível também como há não muito tempo atrás, passava 3 meses aqui e estou hoje a sofrer passados apenas 3 dias.
Sei que parto o coração à família por querer fugir deles, por querer passar o meu tempo livre longe deles… mas sinceramente, estou numa altura em odeio passar férias com a família, seja onde for.
Volto no sábado para cima, apenas para ir (horrorizado) na terça para a República Dominicana com os meus pais. E sim, EU SEI que estou a ser egoísta e que uma semana nesse sítio era algo que muita gente matava por ter… mas enfim, vou para a agradar a família, não porque quero.
E em Agosto, se depender de mim, ficarei em casa sozinho, mas serão umas férias felizes… para mim pelo menos :/
sábado, 2 de julho de 2011
Confiança Cega
Sempre odiei quando me acusaram de não tomar o lado de alguém. O mais recente foi o meu irmão, que respondeu me com um torto: Estás contra mim, não quero saber mais nada. Já escrevi num post anterior que não sou orientado para a família, mas o mesmo se aplica aos amigos e ao que eu chamo a Confiança Cega.
Confiança Cega é o que muita gente erradamente associa à amizade… Pensam que os amigos estão automaticamente do nosso lado e que, da mesma maneira, se não estiverem, não são nossos amigos. Aprendi a ser uma pessoa com mente aberta e científica, ouço todos os lados da conversa, analiso e faço as minhas próprias conclusões, mas penso sempre da melhor forma e não centralizo numa sou pessoa sou porque sou amigo dela. E só porque um amigo não concorda connosco, não quer dizer que não queira o nosso bem.
O exigir Confiança Cega é algo que eu não tolero, especialmente quando estou apenas a tentar melhorar a situação. Os verdadeiros amigos são aqueles que têm a coragem de nos dizer quando estamos errados; são aqueles que com a mesma facilidade dão o ombro para chorar como a estalada na tromba quando merecemos.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Try, then judge!
Sou apologista do “experimentar antes de falar mal”, tento não julgar uma coisa à priori, e criticar apenas depois de a ver/sentir/fazer.
No passado dia 18, realizou-se a 12º edição da Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa. É do consenso de muita gente (gay mesmo) que se trata de uma parada egoísta que apensa serve para certas pessoas se pavonearem pela rua, e que infelizmente apenas mostra o lado negativo e dá má fama aos homossexuais. Eu era um daqueles que pensava assim.
Sem querer dar muito nas vistas, enchi-me de coragem e lá me enfiei no meio das pessoas, tentando ser o mais invisível possível. A marcha, ou melhor, o passo de caracol do orgulho não era o que antecipei. Pensei automaticamente que seria um monte de travestis a dançar no meio da rua e purpurina espalhado por todo o lado. -.-
Evidentemente que quando cheguei a casa vasculhei a internet quase toda (demorou algum tempo sim xD) para ter a certeza que não haveria provas da minha estadia lá, mas em conclusão… sou capaz de ir também para o ano :)
terça-feira, 7 de junho de 2011
We Are (not) Family!
Sempre fui muito desapegado à família. Aliás, o meu próprio conceito de família difere muito do "tradicional". Julga-se por família aqueles com quem partilhamos laços de sangue, independentemente de gostarmos ou partilharmos gostos com eles.
Eu considero família, aqueles em quem eu confio, desabafo, com quem gosto de partilhar a vida, que sei que vão estar lá sempre. Infelizmente, nesse aspecto, sou muito frio; e aqueles com quem vivo ou partilho a casa são os meus pais, deram me vida, sustentam me e por isso fico-lhes grato, mas não somos verdadeiramente uma família. Damo-nos todos bem o suficiente para sermos uma unidade funcional… e já é bom, não me posso queixar: tenho a liberdade para sair de casa as horas que quiser, que é a única coisa que preciso.
Ser a ovelha negra da família é um fado que carrego desde há muito… creio que instintivamente o faço por saber que eventualmente lhes irei dar um desgosto, e portanto vou já me afastando, a pouco e pouco.
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