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quarta-feira, 13 de julho de 2011

I Hate Vacation...

Em tempos de outrora, eu fui um puto que adorava ir de férias. Passar os verões inteiros na praia, não ter de fazer nenhum, comer tudo o que queria, passar os dias a brincar… é pena já não ser assim.
Crescido e já diferente, para mim o termo: “Férias” ganhou outro significado, deixou de ser a mesma coisa. Agora vejo-o como um desperdício de tempo, um frete que sou obrigado a fazer, ano após ano.
O mesmo Alvor em que passo os verões já há vinte anos, deixou de me seduzir, já não sinto a vontade de explorar o que há de novo, nem conhecer os velhotes da vila, e muito menos fazer praia numa água que (juro) está cada vez mais fria.
Acho impensável que os meus avós e o meu pai tenham cá passado tanto tempo e insistem em querer vir todos os anos… suponho que seja tradição ou algo do género (coisas que opto por não entender). É incrível também como há não muito tempo atrás, passava 3 meses aqui e estou hoje a sofrer passados apenas 3 dias.
Sei que parto o coração à família por querer fugir deles, por querer passar o meu tempo livre longe deles… mas sinceramente, estou numa altura em odeio passar férias com a família, seja onde for.
Volto no sábado para cima, apenas para ir (horrorizado) na terça para a República Dominicana com os meus pais. E sim, EU SEI que estou a ser egoísta e que uma semana nesse sítio era algo que muita gente matava por ter… mas enfim, vou para a agradar a família, não porque quero.
E em Agosto, se depender de mim, ficarei em casa sozinho, mas serão umas férias felizes… para mim pelo menos :/

terça-feira, 7 de junho de 2011

We Are (not) Family!

Sempre fui muito desapegado à família. Aliás, o meu próprio conceito de família difere muito do "tradicional". Julga-se por família aqueles com quem partilhamos laços de sangue, independentemente de gostarmos ou partilharmos gostos com eles.

Eu considero família, aqueles em quem eu confio, desabafo, com quem gosto de partilhar a vida, que sei que vão estar lá sempre. Infelizmente, nesse aspecto, sou muito frio; e aqueles com quem vivo ou partilho a casa são os meus pais, deram me vida, sustentam me e por isso fico-lhes grato, mas não somos verdadeiramente uma família. Damo-nos todos bem o suficiente para sermos uma unidade funcional… e já é bom, não me posso queixar: tenho a liberdade para sair de casa as horas que quiser, que é a única coisa que preciso.

Ser a ovelha negra da família é um fado que carrego desde há muito… creio que instintivamente o faço por saber que eventualmente lhes irei dar um desgosto, e portanto vou já me afastando, a pouco e pouco.

domingo, 15 de agosto de 2010

Já estava na altura, não?

(Leitor: Yay, ele deu-se ao trabalho de pôr aqui qualquer coisita!)

Cheguei a uma nova conclusão, os primeiros 19 anos da minha vida foram, vá, suaves... mas a partir de aqui, é sempre a descer.

Ora, vamos lá lançar as novidades: os meus pais vão se separar (choque, ou talvez não nesta sociedade) . Mas eis o mais chocante, não fiquei assim tão abalado. Para ser honesto, já esperava algo de género, ou melhor, estava preparado já há um ano para esta ocasião. Quer dizer, já sou crescidinho, não?

O grande problema foi a senhora antes conhecida como minha mãe e agora conhecida como p*** do ca***** ter saído de casa e levado metade dos móveis com ela, isto claro para mobilar uma casa um quarto do tamanho da nossa. (Gajas... ainda se admiram que goste de homens, duh)

Além disso, trouxe também um "Sr." cá a casa. O mesmo "Sr." pelo qual "se apaixonou"... -.-'

Não me levem a mal, eu compreendo esse facto e quero que ela seja feliz... mas eu jamais, JAMAIS faria o que essa cabra (até porque não há outra palavra) fez.

E em resumo é isto. O pior é que o meu pai volta amanha do Algarve... e temo que quando chegar a casa tenha um ataque cardíaco, literalmente :S

Oh well, such is life (logo agora que estava a apreciar viver sozinho...)

sábado, 28 de novembro de 2009

Expectativas Altas Demais

Sexta-feira, 01:14 da manhã, Estação do Rossio.

- Estou mãe? Já estou no Rossio.
- Então e a que horas há comboio?
- À 01:30.
- Oh filho, tão tarde…
- Não te preocupes, eu vou a pé.
- Pois, eu já estou na cama.
- Eu sei, não há problema.
- Olha, o teu pai está muito mal. Tens que falar com ele.
- Mãe, eu já lhe disse que ia continuar a estudar, e ia trabalhar só para não ficar um ano parado sem fazer nada!
- Mas ele está muito perturbado… Tens que agradar ao teu pai
- Mãe, eu não vou fazer algo só porque ele diz para eu o fazer. Para o ano eu volto a estudar…
- Mas fala melhor com ele… ok?
- Ok mãe, eu falo.

Incomoda-me que os meus pais tenham altas expectativas de mim. A verdade é que eu nunca tive grandes sonhos na vida. Não fui estudioso, os meus interesses foram nulos ou banais, não aspirei a ser cientista nem médico ou militar…
Sou apenas eu e, por muito que queiram, não sou nada de especial.