sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Moody, aren't I?


It’s by seeing 3 relantionships with guys my age fail miserably that I believe more each day that maybe I never was cut out to date inside my age group.
I always knew that I fancied older guys, there’s no doubt about it my mind… but I kept thinking it was only a matter of time until I would start to date guys my age… I mean, if what attracts me is masculinity, then surely there are a couple bearded 20something year olds out there for me. Well, guess what… there were, 3 of them to be exact: Ricardo, Michael and João.

Ricardo is probably the one that most damage did to my nervous system. He was the first of these three I met, and frankly… the one I most liked. We started out as friends (as one should by the way) and later grew feelings for one another. Most of them symbolized by 4am making out (fully clothed) in his car outside my house.  Did I mention he drove all the way there from the south bank of the river? Yeah, he was a keeper. :/
Last time I kissed him was in june 31st 20212 and by august I was totally fallen in love with him, and couldn’t wait until September when we would meet again. That dreadful summer ended and when September came, so did heartbreak: he told me he was super busy with school and could barely make time for me, plus… he kinda made sure that he felt he was not ready for a relantionship, nor would it work with me.

Michael was a rather curious case. I met him online during the same summer mentioned earlier and found out he went to the same school I did, and we didn’t live that far away from each other. I decided to take a chance and meet this 25 year old former colleague of mine. One day we arranged to go to the school do some paperwork and spent the rest of the afternoon talking (he bought me lunch, I thought that was sweet), on the train home he invited me to go to his pool, which I did a couple days later. That day at his house we made out I’d say for the whole afternoon (which is my kinda date btw). Things were looking good and some days later I think I spent the night at his house… and that’s the full story of our 3 day relantionship (lol).
We didn’t speak for 2 days and finally he said: “let’s take it slow”, and I knew then that we wasn’t that into me… that night my chest was pounding and barely slept (nervousness from this stuff occurs far too often to me) but at least I think we’re friends now.

João is the latest but not worst case. We’ve had each other on msn for quite some time and, again, during the summer, I decided to take a shot and ask him on a date finally. Which would be when I would return to Lisbon, we would only had it on the 21st (soon after me and Michael). This is where my mood changed. I was under the impression when I wrote all this that he would never give me another chance… but we’ve been together again since it. As of now he’s the one guy I think about all the time, and who I wished I was with whenever I’m lonely, or in need, or want a hug or a kiss.
So yeah…. Nevermind :D
I guess we're friends now, it's ok, i'm ok :)

terça-feira, 19 de junho de 2012

I wasn't ready

Uma das políticas que institui desde cedo foi total honestidade (não para todos obviamente, mas a maior parte), e o mesmo se aplica ao que irei citar a seguir.

Acerca de um mês e meio para cá, apercebia-me de uma comichão em grande parte do corpo, mais da cintura para baixo. A início não liguei, mas como persistiu tentei resolver; mudei roupa de cama, nada. Alergia talvez…. desinfectei o quarto de uma ponta à outra, nada. O problema continuou e piorou ao longo de 2/3 semanas. Numa derradeira quinta-feira à noite apercebi-me da verdade, tinha minúsculos bichinhos na pele que custavam a tirar, assemelhados a aranhas.

Bastou uma rápida pesquisa na web para descobrir que tinha chatos. L
E assim começou o período que ficara conhecido na história como a grande crise de ansiedade dos chatos.

Chamem me ingénuo, mas não tava nem um bocadinho preparado para a hipótese de isso acontecer. Para além de ter tirado cerca de 50 deles de mim (já estava bem infestado), os ataques de pânico eram tantos que liguei, eram umas 3 da manhã, ao pinguim (que já dormia) e depois a um amigo medico para conselhos. Dirigi-me a farmácia mais próxima e comprei produto que mal me ajudou, ou pelo menos não aparentava. Foi de cansaço emocional que adormeci às 6 da manha e só no dia seguinte falaria com o espanhol, que foi a derradeira solução do problema.
Fui lá a casa, ajudou e a depilar cerca de 60% do meu corpo e mer deu dicas para o tratamento.

Uff *suspiro* Folgo em contar que me encontro bem de momento. Creio estar totalmente desparasitado, e as únicas comichões que tenho são as inevitáveis provocadas pelo crescimento dos pelos que, infelizmente, estão a demorar WAY TOO LONG for my taste.

Fim de confissão embaraçosa, thx for the love

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Futuro idealizado

Escreverei agora o futuro que idealizo, quando tiver 30 anos, daqui a sensivelmente 9 anos:

Vivo junto com o Ricardo de Almada, moramos em Carnaxide, na casa que lhe foi deixada, temos uma relação séria com cerca de 3 ou 4 anos. Trabalho na SIC como assistente, e como é perto de casa, não me tenho que levantar muito cedo, o que me deixa tempo para mais coisas. O Ricardo trabalha como enfermeiro muito no duro, portanto a maior parte do trabalho de casa sou eu quem o faz, mas não me importo. Em contra-partida, ele é o homem da casa e trata dos pagamentos e essas coisas, que eu não tenho jeito.

Os meus amigos gozam comigo dizendo que sou quem veste a saia na relação, participo também na brincadeira e rio-me, lembrando-me das coisas boas que tenho.
Não ganho muito, mas serve para viver, não sou dispendioso, excepto com amigos, e vou a pé para o trabalho e de transportes para qualquer outro sítio.
Nesta altura, já a adopção é legal estamos a ponderar em adoptar uma criança, um rapaz de preferência.

Os meus pais sabem que sou gay e os meus amigos do secundário também, acabaram por nem ligar a isso a maior parte, e o resto caiu no esquecimento do facebook, (que por esta altura já vem em modo holograma lol). Dou-me mais ou menos com o meu irmão e o meu pai, e relativamente bem com o resto da família, visito-os de vez em quando.

Sempre que posso, vou visitar os Ricardos a Paio-Pires na grande casa remodelada onde agora moram. Entre a conversa do costume o Correia lança o habitual: “Então? Como vai o moço de Almada?”; “ Vai bem, e a mãe?”. Rimo-nos enquanto ele mostra os avanços da maquete que atravessa todo o sótão.

Lanchamos e depois volto para casa. A caminho lembro-me de passar no supermercado e comprar comida para o Shiro, o gato que vive connosco. Faço o jantar e espero até o Ricardo chegar. Jantamos e passamos o serão no sofá a ver tv e a gozar com o que estiver no ecrã, eu de cabeça deitada no colo dele. Entre mimos trocados, ele manda-nos ir dormir.

Sei que não é o futuro mais excitante, mas seria um que já me agradaria, pelo menos por agora é o que me atrevo a sonhar.

Viveria um dia de cada vez, e seria feliz. :]

quarta-feira, 11 de abril de 2012

FuckBuddies

Descubro que à medida que envelheço e mais promíscuo me torno, menos acho que é para mim.
Recentemente tenho vindo a analisar a hipótese de me tornar fuckbuddy (se não souberem o que é, googlem lool) com o espanhol, um tipo com que curti por uns tempos em outubro do ano passado.
Muitos factores ajudaram a decidir, o facto de sermos vizinhos, darmo-nos bem, encaixarmos (em termos de engenharia) e, mais importante, porque a minha libido voltou em força depois e uma ausência prolongada (ver post anterior que informo que foi ultrapassado).
E assim foi, fui lá a casa, fodemos, ficamos a falar um bocado e vim-me embora.
Apesar de ter sido agradável, vi-me forçado a pensar: Jamais seria capaz de fazer isto com alguém com quem não sentiria nada por.

O desapego do sentimento ao sexo ainda é algo que eu pura e simplesmente não consiga fazer. Alias, não sei como há gente que o faça, apenas imagino o nível de tamanha solidão que devem ter para procurar esse tipo de experiencia que, sejamos honestos, é básica.

Quanto a mim e ao espanhol, logo verei… Conhecendo-me, duvido que consiga manter uma relação de sexo sem que a parte emocional venha ao de cima mais tarde ou mais cedo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Falta de....

Peço desde já desculpa pela falta de decoro que o próximo texto apresentará. Verdade seja dita, também não contava que as ficassem tão graves ao ponto de ter de desabafar por estes lados.

Fez 4 meses no passado dia 13 de Março, 4 meses de… não-acção, de celibato, de falta de conversas horizontais… em bom “porTUGAês”, falta de foda (lol)

Não estaria tão preocupado, fosse a razão a falta de hipóteses, até porque não é. Já por 3 vezes tentei e não consegui, erm… consumar (à falta de melhor palavra), por diferentes razões; quer eu tenha-me abstido estupidamente, por razões técnicas (definitivamente a pior razão de sempre), ou falta de vontade do outro lado.

Sei que não é o fim do mundo, mas fica-me na cabeça: “terei perdido o jeito?”, “mudei de alguma forma?”.

Muitos dirão que é uma fase, azarada talvez… aliás, como meu karma, o mais provável é que logo após postar isto, não demore muito até se resolver o meu problema (fingers crossed xD)

Sem mais comentários badalhocos de momento,
Rui

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Smells

O olfacto é um sentido que muitas das vezes é ignorado ou esquecido entre os outros 4, talvez por ser difícil de emular. No meu caso, sempre reparei muito em cheiros, quer sejam eles bons ou maus, fortes ou suaves, nunca deixam de ter a característica nostálgica e definitiva de uma pessoa. Deixem-me exemplificar com uma história já de m ano atrás.

Em Março de 2011, comecei a namorar com o meu actual ex-namorado. Uma das coisas que me logo saltou à vista, ou melhor, que me saltou lhe ao nariz foi o perfume que ele usava. Um perfume muito doce, mas não feminino, era um odor sempre presente nele, e consequentemente aquele que sempre associei. Um dia perguntei-lhe. Qual é esse aroma que usas? Olha, é um do mini-preço, respondeu. (como que se eu me importasse, podia ser da feira, tão pouco me importava) Essa informação mais uma imagem visual do pequeno frasco que o continha foram as únicas coisas que ficaram, depois da relação terminada.
Por uns tempos, sempre que passava no mini-preço perto de casa, dava uma olhadela pela secção da cosmética, mas sempre sem sorte. São capazes de só ter nas grandes superfícies – pensei, e eventualmente desisti.
Esse odor, como muitos outros, por vezes sentia no meio da rua, olhava em redor como que se estivesse à procura da pessoa que me fazia lembrar, esquecendo me que os odores não são exclusivos, infelizmente…
Já em Dezembro, fui a um jantar de aniversário, éramos 8 pessoas, e mais uma vez senti o mesmo aroma. Desta vez foi diferente, foi uma sensação constante, como que se pairasse sobre mim. Como disse há pouco, o cheiro é altamente nostálgico, trouxe de volta todas as sensações que com ele experienciei, lembrei me do toque, do corpo, da casa, das vezes que Samos… dos bons momentos e dos maus… tudo catalisado por umas pequenas gotas de agua perfumada.
Ainda por uns momentos me virei para o Correia: “é ma onda se eu perguntar ao Soares se ele comprou o perfume no mini-preço?” (lol)
"perdão pela foto extremamente hetero-friendly"
Absti de lhe perguntar. Foi há poucos dias, dia 30 para ser exacto, que o mini-preço perto de casa foi remodelado e passou a ter o tal perfume. Não resisti a espalha lho nas mãos e leva-las à cara de vez em quando nessa mesma noite.


É quase uma viagem no tempo, entendem?

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Feuer

Faz no próximo domingo um mês que voltei, acho que estou pronto para avançar,
                                                                                                                          finalmente.

Ilustração visual aqui:
http://vimeo.com/35580120

domingo, 11 de dezembro de 2011

Hey blog, long time, no see

“Rui temos saudades de te ler!!”, sabe tão bem ler isso, e bastou para me relembrar de visitar o blog outra vez, que já fazia tempo.
Ok, novidades implica story time, here we go.

Há cerca de um mês atrás (dia 29 de outubro, para ser exacto), apareceu me uma mensagem no gayromeo (uma outra novidade, criei conta no gayromeo lol) de um senhor que, francamente, até achei piada, e continuei conversa. Passados uns segundos, eram umas 6 da tarde, pergunta-me se queria ir jantar com ele à baixa… ora qualquer pessoa sensata diria que conhecer homens estranhos mais velhos na internet é uma asneira, foi exactamente o que eu pensei… mas não sei porquê, neste dia decidi ir, tinha um feeling que não ia correr mal.
Corri para o comboio e pouco tempo depois estava a cumprimentá-lo em frente ao teatro D. Maria II, percebi que ele era diferente, um português nascido cá mas imigrado na Alemanha desde criança, onde vive. Veio cá para os anos da mãe e queria companhia para jantar, até aqui tudo ok, fomos ao bairro alto e jantamos num cantinho do um restaurante agradável, ele pagou (sinal de cavalheiro, apesar de eu não gostar de ficar a dever).
Seguimos depois para o príncipe real para dar uma volta, visto que ele tinha carro alugado, propôs ir à beira mar, aceitei (gosto desse tipo de coisas romântico-paneleiras lol). Fomos até Carcavelos e sentamo-nos naquela casinha branca, perto do café Gémeos. Abraçou-me e ficamos os dois em silêncio a ouvir o mar a bater nas rochas.
“Estava a espera de fazer isto a noite toda” – disse ele, eu sorri e devolvi com um beijo. Foi o momento alto da noite :)
O frio elevou-se e decidimos voltar para Lisboa, eram umas 11 da noite. Os Ricardos (aka os meus pais lol) estavam no tr3s e tinham-me convidado para ir lá ter, e estava a precisar dos conselhos deles de qualquer maneira. Fui lá ter com o Jorge (ele chama-se Jorge btw lol) durante os minutos, foi o suficiente para saber se eles aprovavam-no (estranhamente é o que mais perto tenho de apresentar o namorado aos pais lol). Fomos embora os dois para o quarto do Hotel Marquês onde ele estava hospedado e passei lá noite com ele. Acordamos cedo que o check-out era ao meio dia e fomos tomar o pequeno-almoço aos Gémeos onde tínhamos estado à umas horas atrás e depois ele levou me a casa, pela hora do almoço. Antes de me largar convidou-me para ir ter com ele a Alemanha, o que na altura eu achei a coisa mais disparatada de sempre… eu? A 2000km de casa para ir ter com um gajo?
Admito que foi o melhor encontro que alguma vez tive na vida, mas sei que há limites e sou apenas um puto de 20 anos no fim de contas...
Bem... tanto não acreditei que continuamos a trocar mensagens e acabei por ir ter com ele um fim de semana, duas semanas depois disso, a 11 de novembro, e vou regressar agora dia 27 para lá passar o réveillon.

Nunca pensei que fosse capaz de me apaixonar por alguém que estivesse tão longe de mim, mas suponho que o coração é capaz de tudo  : ]

Well, that’s basically it lol
Tchüss ;)

sábado, 29 de outubro de 2011

Somebody to Love

O Romance é uma cena que me assiste… Demasiado.


Por incrível que pareça, existe algo neste mundo como ser romântico demais, que infelizmente, é o estado a que cheguei. Sempre fui um romântico incurável, lamechas e sentimental… e agora apercebo-me o quão terrível isso é. Pessoas como eu fantasiam demasiado a vida, pomos os nosso óculos cor-de-rosa, criamos expectativas, fabricamos ilusões que no fim só desiludem.

Ultimamente, as eternas tentativas de arranjar alguém especial têm falhado, uma após outra… suponho que tenha ficado com bons amigos mas… (suspiro) não é a mesma coisa. Falta-me algo, sinto-me incompleto.

Ou talvez seja do tempo, quem sabe? Já dizia o Freddie e com razão: can anybody find me somebody to love?



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Street Nostalgia

Esta semana vou ter aulas na Culturgest, não no sítio habitual.

Creio que as pessoas se habituam a certos trajectos. Por 3 meses do meu 18º ano de vida, passei quase todos os dias no Campo Pequeno; estudava aí perto, convivia com colegas, almoçava, ia ao café… todos aqueles cheiros, sons e imagens faziam parte do meu quotidiano. Deixei essa vida, que apesar de feliz, não era o que realmente queria, e reencarnei noutro trajecto, a andar pela baixa, pelo cais do sodré, santos, bairro alto e príncipe real.

Passaram a ser ruas mais inclinadas e negras as que pisei, passou a som de muitas etnias o que ouvia, passou a ser esse ar mais gasto e tipicamente lusitano que respiro e que faz parte de mim (sim, pois não seremos nós mais anda do que aquilo que respiramos?). Agora, 2 anos mais tarde, vejo-me inundado por uma incrível nostalgia de quando tinha 18 anos.

É espectacular o quão mais vívidas se tornam as memórias quando piso o mesmo chão de outro tempo. Memórias que nem sequer me ocorreriam de outra forma, que estavam escondidas algures na minha mente, como que estivessem com saudades de casa.

Pelo menos nesta semana, não prometo mais nada, poderei matar algumas saudades.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Waiting for no one

És horroroso. Torturador, diria mesmo. Fazes de mim o que queres e brincas com os sentimentos como se não passassem de simples marionetas. É preciso ser um tipo especial de psicopata para aumentar as expectativas e deixá-las morrer lentamente como tu estás a fazer.

É uma tortura, mas ao mesmo tempo, eu próprio deixo me também levar, devido ao terror que é não saber o porquê. “Será algo que eu tenha feito?”, “Aconteceu-lhe qualquer coisa?”, “Pode ser que me responda…”

A mente humana, (ou a minha pelo menos) sofre com essa ínfima dúvida. A parte mas assustadora reside no facto de eu virtualmente nem te conhecer… é irracional certamente. Vimo-nos uma vez na vida há cerca de um mês e trocámos uma dezena de mensagens… foi isso o suficiente para me agarrar tanto?
Talvez seja meu o problema e não teu, se bem que não deixas de ser cabrão nisto tudo (pequeno riso nervoso)… e sabendo e tendo dito isto, continuo a pensar em ti, continuo à espera de receber uma sms, uma mensagem no msn, no gaydar, no manhunt… qualquer coisa. Um “não”, um “oi”, um “desculpa”, um “deixa-me em paz”, um “vai morrer longe”… algo que me pusesse em paz e tirasse a agonia que é estar à espera.

E conhecendo-me como eu me conheço, sei que tenho um problema de stalking (obviamente, julgando pelo texto acima), e não me espantaria muito que fosse tirar as minhas dúvidas directamente à fonte… por muito creepy que o fosse, dava me a paz de espírito que necessito.


*tentativa de finalizar numa nota cómica*

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Wish I Could Fly

Don't you?

domingo, 7 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Hooked on

Ellie Goulding. beautiful girl, beautiful cover, beautiful video...



simply... beautiful




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Imaginem...

Imaginem, se estiverem a fim disso, uma praia paradisíaca. Imaginem palmeiras altas, guarda-sóis de palha, onde por baixo estão deitados numa cama de 2 metros. Imaginem também uma água cristalina e quentinha, e a areia fina e branca que se intromete pelos pés. Juntem-lhe um sol que obriga os corpos a despirem-se e uma bebida fresca na mão.
Fui numa praia dessas que passei a última semana, e que foi… muito sinceramente… mais ou menos.

Muitas pessoas estarão a gritar (em estilo de peixeira): “Jasus, homem! Que mais tu queres?!”. Bem… a coisa que falta na fantasia linhas acima: a companhia certa. Teriam sido as férias mais espectaculares da minha vida, não fosse estarem os meus pais e irmão comigo. Por muito que eu tente apreciar, acabo sempre pró me lembrar do que deixo em casa: um futuro relacionamento (mais info nisto mais tarde), os amigos, as cusquices, os serões passados no computador… atrevo-me a dizer: o prazer de estar sozinho.

all alone in a tiny piece of heaven... meh
(photo by yours truly)


quarta-feira, 13 de julho de 2011

I Hate Vacation...

Em tempos de outrora, eu fui um puto que adorava ir de férias. Passar os verões inteiros na praia, não ter de fazer nenhum, comer tudo o que queria, passar os dias a brincar… é pena já não ser assim.
Crescido e já diferente, para mim o termo: “Férias” ganhou outro significado, deixou de ser a mesma coisa. Agora vejo-o como um desperdício de tempo, um frete que sou obrigado a fazer, ano após ano.
O mesmo Alvor em que passo os verões já há vinte anos, deixou de me seduzir, já não sinto a vontade de explorar o que há de novo, nem conhecer os velhotes da vila, e muito menos fazer praia numa água que (juro) está cada vez mais fria.
Acho impensável que os meus avós e o meu pai tenham cá passado tanto tempo e insistem em querer vir todos os anos… suponho que seja tradição ou algo do género (coisas que opto por não entender). É incrível também como há não muito tempo atrás, passava 3 meses aqui e estou hoje a sofrer passados apenas 3 dias.
Sei que parto o coração à família por querer fugir deles, por querer passar o meu tempo livre longe deles… mas sinceramente, estou numa altura em odeio passar férias com a família, seja onde for.
Volto no sábado para cima, apenas para ir (horrorizado) na terça para a República Dominicana com os meus pais. E sim, EU SEI que estou a ser egoísta e que uma semana nesse sítio era algo que muita gente matava por ter… mas enfim, vou para a agradar a família, não porque quero.
E em Agosto, se depender de mim, ficarei em casa sozinho, mas serão umas férias felizes… para mim pelo menos :/

sábado, 2 de julho de 2011

Confiança Cega

Sempre odiei quando me acusaram de não tomar o lado de alguém. O mais recente foi o meu irmão, que respondeu me com um torto: Estás contra mim, não quero saber mais nada. Já escrevi num post anterior que não sou orientado para a família, mas o mesmo se aplica aos amigos e ao que eu chamo a Confiança Cega.

Confiança Cega é o que muita gente erradamente associa à amizade… Pensam que os amigos estão automaticamente do nosso lado e que, da mesma maneira, se não estiverem, não são nossos amigos. Aprendi a ser uma pessoa com mente aberta e científica, ouço todos os lados da conversa, analiso e faço as minhas próprias conclusões, mas penso sempre da melhor forma e não centralizo numa sou pessoa sou porque sou amigo dela. E só porque um amigo não concorda connosco, não quer dizer que não queira o nosso bem.

Isto é muito pior quando se trata duma situação em que se conhece todos os intervenientes e somos amigos de todos, temos que analisar bem a situação e decidir o melhor caminho. Está-me a acontecer agora com o recente break-up entre o meu irmão e a namorada; ele insiste que ainda está apaixonada pela ex e quer ir atrás dela infinitamente, mas eu (e o resto do mundo, a ex incluida) sabem que jamais vai funcionar. Expliquei lhe a situação o melhor que consegui, mas como acho que a melhor solução passa por esquece-la – o que ele interpreta como estar contra ele – quando na verdade apenas queremos o melhor para ele.

O exigir Confiança Cega é algo que eu não tolero, especialmente quando estou apenas a tentar melhorar a situação. Os verdadeiros amigos são aqueles que têm a coragem de nos dizer quando estamos errados; são aqueles que com a mesma facilidade dão o ombro para chorar como a estalada na tromba quando merecemos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Try, then judge!

Sou apologista do “experimentar antes de falar mal”, tento não julgar uma coisa à priori, e criticar apenas depois de a ver/sentir/fazer.

No passado dia 18, realizou-se a 12º edição da Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa. É do consenso de muita gente (gay mesmo) que se trata de uma parada egoísta que apensa serve para certas pessoas se pavonearem pela rua, e que infelizmente apenas mostra o lado negativo e dá má fama aos homossexuais. Eu era um daqueles que pensava assim.

De qualquer maneira, eu mesmo estava às 17h no Príncipe Real no meio da multidão que ali se formava. Tinha curiosidade em saber como era, nunca tinha ido a uma por medo e este ano decidi que (apesar de sozinho) haveria de ver ao vivo.

Sem querer dar muito nas vistas, enchi-me de coragem e lá me enfiei no meio das pessoas, tentando ser o mais invisível possível. A marcha, ou melhor, o passo de caracol do orgulho não era o que antecipei. Pensei automaticamente que seria um monte de travestis a dançar no meio da rua e purpurina espalhado por todo o lado. -.-
Para meu contentamento, parecia um protesto normal civilizado. Sim, passava música de gaja aos altos berros e havia uma carrinha com bichas a dançar, mas isso era de esperar… a maior parte eram pessoas normais que estavam ali para lutar pelos seus direitos… e nesse aspecto, senti-me bem em fazer parte de um grupo

Evidentemente que quando cheguei a casa vasculhei a internet quase toda (demorou algum tempo sim xD) para ter a certeza que não haveria provas da minha estadia lá, mas em conclusão… sou capaz de ir também para o ano :)

terça-feira, 7 de junho de 2011

We Are (not) Family!

Sempre fui muito desapegado à família. Aliás, o meu próprio conceito de família difere muito do "tradicional". Julga-se por família aqueles com quem partilhamos laços de sangue, independentemente de gostarmos ou partilharmos gostos com eles.

Eu considero família, aqueles em quem eu confio, desabafo, com quem gosto de partilhar a vida, que sei que vão estar lá sempre. Infelizmente, nesse aspecto, sou muito frio; e aqueles com quem vivo ou partilho a casa são os meus pais, deram me vida, sustentam me e por isso fico-lhes grato, mas não somos verdadeiramente uma família. Damo-nos todos bem o suficiente para sermos uma unidade funcional… e já é bom, não me posso queixar: tenho a liberdade para sair de casa as horas que quiser, que é a única coisa que preciso.

Ser a ovelha negra da família é um fado que carrego desde há muito… creio que instintivamente o faço por saber que eventualmente lhes irei dar um desgosto, e portanto vou já me afastando, a pouco e pouco.