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terça-feira, 3 de maio de 2011

Coming out?

Tenho andado a pensar muito em me assumir. É aquela coisinha que pensei todos os dias da minha vida, mas que arrumei sempre num cantinho, "tratarei disso quando chegar o tempo certo" - diria.

Desde Setembro para cá, tornei-me muito mais independente, passei a sair mais vezes e consequentemente soube o que é namorar a sério. E ultimamente vi o que era sair num ambiente gay (sem ser um date) e tenho que dizer que gostei, sinto me parte de um grupo onde gosto de estar, o que é sempre bom.
Moro com os meus pais, portanto sempre que vou sair é sempre: "com os amigos da escola". Sei lá eu onde fui arranjar amigos (da minha idade ainda por cima) que saem com tanta frequência, têm tanto dinheiro para comer fora, e me deixam dormir lá em casa tantas vezes. -.-
Canso-me de inventar desculpas e ter de os aturar com as conversas do: "tás muito vadio!" e "que rica vida!". Dar-me-ia jeito poder dizer, com a maior naturalidade: mãe, vou jantar a casa do meu namorado e depois fico lá a dormir, té amanha. Quem me dera :/

Mas sei que as coisas não são assim tão fáceis e simples. Já me habituei a ter vida dupla, o que faço já há 7 anos, mais uns não me hão de custar… né?

sábado, 6 de fevereiro de 2010

I wrote this a long time ago...

E por "long time ago" quer dizer 3 anos...

From the waters I emerge, only for a bit,
All in hope to redime my so called sin.
What do I see passing, oh a ship...
And I'm in their path, so they take me in.

Oh judging eye!
What am I to do?
Please tell me why,
Is the world as cruel as you.

"Being different is a crime"
Their most important law.
I tell them: it's not fine!
And that's not what I saw.

"It's how it works, you fool", they say.
Among the ship, I'm a stranded man.
And so they cast me away...
And so I drown again...

É aterrador o quão moderno ainda permanece. 

sábado, 14 de novembro de 2009

Para o ano...

Como é costume, na sexta fui sair com os amigos do secundário para o café (medida implementada especialmente para ficarmos em contacto). Foi óptimo, como sempre... o convívio, aquele bem-estar natural de todos nós, sempre adorei esse ambiente. Mas desta vez algo faltava, sentia-me diferente, esquisito, como se não fosse eu quem se ria das piadas e ouvia os desabafos. Pela primeira vez, queria-lhes dizer quem eu era, estava finalmente pronto. E não fui capaz. Fui consumido pelo medo, pelas complicações e tudo o resto. Não consegui.

Sempre pensei que por esta altura já teria minha vida ordenada e estaria pronto para contar. Que errado estava.