quarta-feira, 20 de abril de 2011

Hope

"Nada cura uma depressão como um bom gelado caríssimo e umas palavrinhas inspiradoras"

Photo by yours truly

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Obligatory Gay Post

It's GAGAriffic!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Não me largues

Amo-te Alex Guill... não me largues nem me faças chorar, da mesma forma que eu jamais te faria.

Kaoma - Chorando Se Foi

terça-feira, 15 de março de 2011

Kiss

Acredito que as pessoas com quem nos damos são um reflexo de nós, da nossa personalidade. Nesse caso, o que se pode dizer daquelas pessoas que beijamos?

Sim, eu sei que é a minha mente púdica a falar mas um beijo é importante... e possível saber tanto num beijo, descobrir quem tu és e quem a outra pessoa é. Eu lembro-me de todas as pessoas que beijei (é verdade que não foram muitas lol) mas gosto de pensar que evoluí através delas... de cada um levo um pedaço, quer seja bom ou mau.

João - the first
Rui - the artist
Zé - the first love
Miguel - the mistake
Nuno - the rebound
Luis - the fag
Alex - the bear
João - the smoker
Luis - the homeless (lol)
Miguel - the hippie
Pedro - the pêppê
Ricardo - the future husband
José - the spanish
Jorge - the german
Miguel - the depressed
Miguel - the designer
Rui - the girl voiced from almada (lol)
Paulo - the bad-breath (uff)
Carlos - the engineer
André - the music teacher
Jean Paul - the dutch-brazilian
Ricardo - the jojo's ex
Ilídio - the sleepover from st. apolónia
Miguel - the mistake from portimão
Manuel - the married guy
Michael - the satanist xD
João - the crazy friend
António - the hipster
Francisco - the blind date (another mistake btw)
Gonçalo - the hot jerk
Rui - the music producer
João - the geologist
Leandro - the asexual
Gabriel - the londoner
Carlos - the huge dong
Cândido - the spanish bottom
João - the serious architect
Richard - the MRI guy
Quim - the poet
Mike - the one who saved my night
Álvaro - the lawyer without borders
Jaime - the bathroom guy
Jose - the hostal neighbour
Eduardo - the brazilian with a boyfriend
Sami - the middle-eastern
Pedro - the gear-changer
Bernardo - the pig
Rui - the homonym
David - the norwegian
Diogo - the conga guy
Dan - the copper daddy
Edgar - the venezuelan
Jesse - the immigrant
Filipe - the baker
Rui - the slut
Antonio - the galician
David - the bodhisattva
Rui - the damaged 
Daniel - the painter 
Óscar - the volunteer 
Greg - the canadian 
Pedro - the brazilian fag
Marcelo - the marriage proposal
Carlos - the psychologist 
Quaresma - the banker 
Carlos - the ex's neighbour 
João - the fountain
Carlos - the 'boy' hairdresser 
António - the ex's vigilant 
Javier - the collar 
Carlo - the tenor 
José - the gin 
Ricardo - the big nose
Marcos - the biker 
Rafael - the butcher
Fábio - the saint george
João - the hammer
Tiago - the honeybear
Daniel - the mentolfresh
Miguel - the sorry
Miguel - the feet guy
Bruno - the lazy lover
Marco - the long bj
Rui - the momma's boy
Carlos- the smooth skin
José - the colourist
Phillipe - the belgian
Porfi - the hit and run
Marco - the star lover
Julio - the gas adventure
Paulo - the all fours
Nuno - the allergic reaction
Carlos - the umbreon
Zé - the blindfolded fantasy
Diego - the italian cocksucker
Santos - the 'kiss-not kiss' move
José - the benfiquista
Paulo - the teddy bear
Mário - the one from tentugal
Francisco - the ex's ex roomate
Nuno - the tight nurse
Ricardo - the iodine mouth

(102 and counting)
Do YOU remember?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Choro

Não me lembro da última vez que chorei. Tento e tento me recordar mas não chego a nenhum resultado… será que alguma vez chorei? Já passou tanto tempo que se calhar esqueci-me… o que é uma pena porque dava me jeito chorar agora.

Muitas vezes fico triste, já não é novidade para mim, e sei que quando caio, caio com força. Mas o que me incomoda é que nunca choro… sinto que guardo tudo cá dentro e não o liberto… nem em gritos, berros ou mesmo lágrimas. Acabo por escrever o que sinto, o que suponho que seja uma forma de libertar… mas ainda me lembro do quão bom é chorar, é uma libertação de energia que a nada se assemelha.

Enfim, quem me dera puder chorar, não teria de estar acordado às 02:30 da manhã numa terça com aulas amanhã… Não tenham medo de chorar de vez em quando  :]

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Even though...

Even though you don't believe in love
Even though you hurt me
Even though we can't be together forever
Even though I try to forget you
Even though you might hate me for this...

I still love you.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dia de Merda

Há dias em que sabemos logo ao acordar que vai ser um dia de merda, vai acontecer merda, vou fazer merda, irei sentir-me como merda... hoje foi um desses dias.

8 da manhã, apago o despertador e faço a opção de não ir à escola hoje (não tinha feito o trabalho marcado para o dia e decidi baldar-me), se eu mal soubesse. Duas horas e meia depois acordo com a minha mãe aos berros: “Não devias estar na escola?! Isto aqui não é para malandros!”. SHIT Nº 1

Ignoro. Olho para o telemóvel: “Ola Rui, tas bom? Como queres combinar? Abraço, Miguel”. Esqueci me que lhe tinha mandado uma mensagem a sugerir um momento íntimo ontem à noite… mas penso: óptimo, já posso sair de casa. Arranjo-me o mais rápido possível enquanto a minha mãe continua a mandar vir. SHIT Nº 2

Saio de casa, são 11 horas e ainda tenho tempo para matar até às 13. Só tenho calças e uma t-shirt, nem reparei no que vesti, vou ao chinês, compro um casaco rasca a 6€ que irá fazer suar o dia todo. SHIT Nº 3 Vou andando devagar para o comboio enquanto divago sobre o passado atormentado gay que tenho, dou por mim a falar sozinho e um velhote a olhar me como que se fosse maluco, penso que sou também. SHIT Nº 4

Entro no comboio, saco do caderno de sudoku que trago sempre comigo mas no meu lápis que aparei de manhã partiu-se o bico, vou ter de pensar mais na minha vida durante a viagem. SHIT Nº 5 Saio na estação do Rossio, é apenas 12:18, como é um mau hábito meu chegar sempre mais cedo fico na estação a fazer tempo, olhando literalmente para o tecto. SHIT Nº 6

Espero no largo do Rossio por ele, só há lugares à sombra e fico a apanhar frio, mesmo já estando nervoso tremo ainda mais. Ele aparece, penso para mim: “Por que estou a fazer isto, estarei assim tão desesperado por contacto físico?” SHIT Nº 7

Entramos na casa dele e 5 minutos depois já estamos a curtir, as coisas avançam e acabamos na cama, acontece de tudo um pouco mas eu prefiro apenas ficar agarrado, enquanto ele olha para mim, de cara séria e penso: Que faço eu aqui, se nem sequer gosto da cara feia dele? SHIT Nº 8

Não houve penetração (thank god!) e ele despachou-se rápido, eram 13:55 e vesti-me, ainda levei com um sermão sobre as minhas inibições e como ultrapassá-las, ele fala como que se tratasse de um favor que ele me estivesse a fazer, por esta altura já sentia nojo de mim próprio… só queria fugir dali. SHIT Nº 9 Avanço para o comboio mas não quero ir para casa, qualquer sítio menos lá. As pessoas olham me como que se tivesse “puta” escrito na testa, também me sinto uma de qualquer maneira. SHIT Nº 10

Preciso de falar com alguém, e penso no Zé, decido ir à Versailles, onde sei que ele às vezes vai, na esperança de o puder ver. Chego mas ele não está, mando-lhe mensagem: “Oi, já a trabukir?” / “Claro, melhor?”, sinto me estúpido por ter ido a correr e ele nem lá estar. SHIT Nº 11

“Não, fiz uma asneira e sinto-me horroroso” / “Conta”, antes que eu tenha tempo para responder ele liga-me, conto-lhe o que se passou com uma vergonha na voz, tanto pelo que aconteceu como pelo ambiente em que estou. “Só isso? Pensa que é só uma curte”, repete me ele como que se não tivesse sido nada, irritado desligo-lhe o telefone, sem saber bem porquê. Só depois é que me apercebo que queria que ele tivesse ficado zangado… que a única coisa que queria realmente era fazer ciúmes e nem isso consegui… chego à conclusão que ainda gosto imenso dele e as últimas duas semanas foram só ilusão. SHIT Nº 12

Pago a minha microscópica tosta mista e a cola que somaram 4,70€ SHIT Nº 13, pego em 2 pacotinhos de açúcar e saio, ando um pouco pela rua para saber o que farei a seguir e entro no metro do campo pequeno, e dirijo-me para o trabalho do Zé, onde dou umas voltas pela rua mas não encontro o carro dele, além disso nem sequer descubro o logótipo da empresa, duvido se estou no sítio certo, depois de uma meia hora, à medida que me vou embora, vejo o carro dele a passar, espero que ele saia e depois vou para lá lentamente, onde enfio um pacotinho de açúcar no limpa pára-brisas. Vou me embora enquanto como o segundo pacote e penso no quão creepy e stalker estou a ser. SHIT Nº 14

São quase 5 horas e penso para mim: “Ainda é cedo, tenho que arranjar mais coisas”, olho para mim e como estou de preto decido ir visitar a minha bisavó, já que estou deprimido e de cabeça baixa. SHIT Nº 15 Saio do metro para a estação e vejo à minha direita uma amiga minha e o bf dela, corro para o comboio para os evitar porque decididamente não quero falar com ninguém SHIT Nº 16, saio em Benfica e parto em procura do cemitério, que não faço a mínima ideia onde seja. Depois de andar aos ziguezagues por Benfica, lá descubro o cemitério, que fecha às 5 horas e eram 5:27. SHIT Nº 17

Numa onda de desaventuras, opto por apanhar o comboio na Damaia, visto que já devo ter andado o suficiente para lá estar perto. Continuo a andar e vejo me perdido no que parece um bairro social, ao avistar o símbolo do Dolce Vita, apercebi-me que estava longe demais. Vim depois a descobrir que estive perdido uns 10 minutos na Venda Nova, um sítio onde jamais estaria. SHIT Nº 18

Chego ao comboio às 6, e como era de esperar o trem vai cheio SHIT Nº 19, e quando saio paro no modelo para comprar uma garrafa de água onde fiquei 20 minutos na fila SHIT Nº 20

E foi a merda de dia que tive, 20 lindos SHIT factors que estragaram o dia e o pior é no fundo, até acho que mereço…