sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dia de Merda

Há dias em que sabemos logo ao acordar que vai ser um dia de merda, vai acontecer merda, vou fazer merda, irei sentir-me como merda... hoje foi um desses dias.

8 da manhã, apago o despertador e faço a opção de não ir à escola hoje (não tinha feito o trabalho marcado para o dia e decidi baldar-me), se eu mal soubesse. Duas horas e meia depois acordo com a minha mãe aos berros: “Não devias estar na escola?! Isto aqui não é para malandros!”. SHIT Nº 1

Ignoro. Olho para o telemóvel: “Ola Rui, tas bom? Como queres combinar? Abraço, Miguel”. Esqueci me que lhe tinha mandado uma mensagem a sugerir um momento íntimo ontem à noite… mas penso: óptimo, já posso sair de casa. Arranjo-me o mais rápido possível enquanto a minha mãe continua a mandar vir. SHIT Nº 2

Saio de casa, são 11 horas e ainda tenho tempo para matar até às 13. Só tenho calças e uma t-shirt, nem reparei no que vesti, vou ao chinês, compro um casaco rasca a 6€ que irá fazer suar o dia todo. SHIT Nº 3 Vou andando devagar para o comboio enquanto divago sobre o passado atormentado gay que tenho, dou por mim a falar sozinho e um velhote a olhar me como que se fosse maluco, penso que sou também. SHIT Nº 4

Entro no comboio, saco do caderno de sudoku que trago sempre comigo mas no meu lápis que aparei de manhã partiu-se o bico, vou ter de pensar mais na minha vida durante a viagem. SHIT Nº 5 Saio na estação do Rossio, é apenas 12:18, como é um mau hábito meu chegar sempre mais cedo fico na estação a fazer tempo, olhando literalmente para o tecto. SHIT Nº 6

Espero no largo do Rossio por ele, só há lugares à sombra e fico a apanhar frio, mesmo já estando nervoso tremo ainda mais. Ele aparece, penso para mim: “Por que estou a fazer isto, estarei assim tão desesperado por contacto físico?” SHIT Nº 7

Entramos na casa dele e 5 minutos depois já estamos a curtir, as coisas avançam e acabamos na cama, acontece de tudo um pouco mas eu prefiro apenas ficar agarrado, enquanto ele olha para mim, de cara séria e penso: Que faço eu aqui, se nem sequer gosto da cara feia dele? SHIT Nº 8

Não houve penetração (thank god!) e ele despachou-se rápido, eram 13:55 e vesti-me, ainda levei com um sermão sobre as minhas inibições e como ultrapassá-las, ele fala como que se tratasse de um favor que ele me estivesse a fazer, por esta altura já sentia nojo de mim próprio… só queria fugir dali. SHIT Nº 9 Avanço para o comboio mas não quero ir para casa, qualquer sítio menos lá. As pessoas olham me como que se tivesse “puta” escrito na testa, também me sinto uma de qualquer maneira. SHIT Nº 10

Preciso de falar com alguém, e penso no Zé, decido ir à Versailles, onde sei que ele às vezes vai, na esperança de o puder ver. Chego mas ele não está, mando-lhe mensagem: “Oi, já a trabukir?” / “Claro, melhor?”, sinto me estúpido por ter ido a correr e ele nem lá estar. SHIT Nº 11

“Não, fiz uma asneira e sinto-me horroroso” / “Conta”, antes que eu tenha tempo para responder ele liga-me, conto-lhe o que se passou com uma vergonha na voz, tanto pelo que aconteceu como pelo ambiente em que estou. “Só isso? Pensa que é só uma curte”, repete me ele como que se não tivesse sido nada, irritado desligo-lhe o telefone, sem saber bem porquê. Só depois é que me apercebo que queria que ele tivesse ficado zangado… que a única coisa que queria realmente era fazer ciúmes e nem isso consegui… chego à conclusão que ainda gosto imenso dele e as últimas duas semanas foram só ilusão. SHIT Nº 12

Pago a minha microscópica tosta mista e a cola que somaram 4,70€ SHIT Nº 13, pego em 2 pacotinhos de açúcar e saio, ando um pouco pela rua para saber o que farei a seguir e entro no metro do campo pequeno, e dirijo-me para o trabalho do Zé, onde dou umas voltas pela rua mas não encontro o carro dele, além disso nem sequer descubro o logótipo da empresa, duvido se estou no sítio certo, depois de uma meia hora, à medida que me vou embora, vejo o carro dele a passar, espero que ele saia e depois vou para lá lentamente, onde enfio um pacotinho de açúcar no limpa pára-brisas. Vou me embora enquanto como o segundo pacote e penso no quão creepy e stalker estou a ser. SHIT Nº 14

São quase 5 horas e penso para mim: “Ainda é cedo, tenho que arranjar mais coisas”, olho para mim e como estou de preto decido ir visitar a minha bisavó, já que estou deprimido e de cabeça baixa. SHIT Nº 15 Saio do metro para a estação e vejo à minha direita uma amiga minha e o bf dela, corro para o comboio para os evitar porque decididamente não quero falar com ninguém SHIT Nº 16, saio em Benfica e parto em procura do cemitério, que não faço a mínima ideia onde seja. Depois de andar aos ziguezagues por Benfica, lá descubro o cemitério, que fecha às 5 horas e eram 5:27. SHIT Nº 17

Numa onda de desaventuras, opto por apanhar o comboio na Damaia, visto que já devo ter andado o suficiente para lá estar perto. Continuo a andar e vejo me perdido no que parece um bairro social, ao avistar o símbolo do Dolce Vita, apercebi-me que estava longe demais. Vim depois a descobrir que estive perdido uns 10 minutos na Venda Nova, um sítio onde jamais estaria. SHIT Nº 18

Chego ao comboio às 6, e como era de esperar o trem vai cheio SHIT Nº 19, e quando saio paro no modelo para comprar uma garrafa de água onde fiquei 20 minutos na fila SHIT Nº 20

E foi a merda de dia que tive, 20 lindos SHIT factors que estragaram o dia e o pior é no fundo, até acho que mereço…

sábado, 29 de janeiro de 2011

WTH?

O meu novo estado de espírito:

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Acabei

Faz quarta-feira uma semana desde que tive a conversa com ele no carro. Era algo que já andava a pensar há algum tempo… matutava sobre a data de validade da relação ou o facto de simplesmente ela não estar a resultar como eu queria.
Não sei quanto ao resto do mundo, mas no meu caso, à medida que uma relação vai evoluindo, acho que seja natural querer ver mais da outra pessoa, por exemplo: mais que duas vezes por semana (não creio que seja pedir muito!). Quando reparei, no início deste ano, que passava mais tempo a sofrer à espera dele do que tempo passado com ele, vi que não a valia a pena sofrer mais, e decidi acabar as coisas enquanto ainda estávamos bem.

Creio que tenhamos ficado bem, ainda continuamos amigos (penso eu) e embora tenha os meus momentos mais solitários, estou me aguentar bem (alterei inclusive o tema do meu mp3 para post-breakup songs xD). Obrigado Zé, foi bom enquanto durou :]




terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Postal

Enviei este postal ao Zé...

Is it sadistic or extremely funny? :D

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano Novo, Vida Nova.

E tenho um novo look para o confirmar.

















Um óptimo ano para todos! ;)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"Amo-te"

Na minha cabeça de romântico incurável, o “amo-te” é o santo graal das palavras fofinhas. Sente-se, (pelo menos eu) um grande nervosismo ao dizer essa palavra a alguém, aliás nunca o tinha dito a ninguém... até agora. A minha relação com o Zé foi hum... rápida vá, mas sempre me bateu forte. E como sou uma pessoa super calculista e romântica, já sabia que ia fazer uma coisa destas, para os anos dele (perto dos nossos 4 meses), ofereci-lhe isto:

iloveu from Rui Marques on Vimeo.

(Juntei mais uns vlogs meus no vídeo mas isso não é material para aqui hehe)

Eu admito: nunca estive tão nervoso na minha vida, à espera de uma resposta dele. As coisas mais estranhas passaram pela minha cabeça: será que ele não vai aguentar a pressão e acabar comigo? Estou a envolver-me demasiado? Vai achar que é uma piada? Enfim...

Tudo correu bem, disse-me que no fundo já estava a espera e que me amava também.

Nunca estive tão feliz :)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Je suis malade

Zé: “thanks, angel…”

Foram as palavras que serviram para me aguentar esta noite, para saber que não é à toa que fico assim… doente; por não estares ao meu lado, por sentir a tua falta, por não poder sentir o teu peito contra mim…

E agora é ver me cantar baixinho pelos cantos da casa, aninhar-me à almofada imaginando-te, olhar o telemóvel esperando uma mensagem tua… e deitar-me cansado de tudo isto, mas pensando em formas de te ver amanhã, talvez…

Je suis malade… pour toi